O Instituto Povo do Mar (IPOM) ou “O Povo do Instituto do Mar”, foi fundado em 2010 por quatro sujeitos surfistas, como uma organização sem fins lucrativos, projetada para prover oportunidades de educação e formação humana para crianças e adolescentes da Comunidade do Serviluz, localizada na cidade de Fortaleza/CE, Brasil. A Comunidade do Serviluz, na atualidade, vive um cenário de violência e exclusão social, assim como inúmeras outras comunidades de periferia das grandes metrópoles urbanas do país.

 

Localizada na periferia da cidade de Fortaleza/Ce, a Comunidade do Serviluz pertence ao bairro Vicente Pinzon, cresceu envolta de uma pequena aldeia de pescadores em meados da década de 1950, dando origem, atualmente, a uma das maiores favelas da cidade, tendo em média cerca de 23 mil habitantes, segundo dados levantados pelo IBGE. Na época, a colônia de pescadores foi transferida durante a década de 1960 para outro ponto da cidade e, dessa forma, a Comunidade do Serviluz acabou por sofrer com a expansão de obras portuárias e industriais de petróleo em seus arredores.

 

A comunidade padece com a indiferença do governo local na prestação de serviços públicos básicos, como por exemplo, de infraestrutura. Essa ausência de atuação do poder público ajuda a perpetuar o cenário de violência, que acaba por gerar ações violentas, muitas delas, possuindo como protagonistas a juventude da própria comunidade. Com a violência crescente não apenas no Serviluz, mas em seu entorno social, cresce de maneira vertiginosa o consumo de drogas ilícitas pela juventude, que necessita de alternativas sociais positivas, trazendo outro caminho longe da lógica cotidiana da marginalidade.

 

O IPOM, institucionalmente, surgiu no início do 2º semestre do ano de 2010, pela vontade de seus fundadores em ajudar crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social. O IPOM tem por finalidade o acesso à cidadania, à educação, ao esporte para o pleno desenvolvimento, aos estudos em língua estrangeira, às artes, à cultura, à tecnologia, ao voluntariado e ao desenvolvimento social no combate à pobreza e a preservação do meio ambiente.

 

Temos como objetivo geral desenvolver um conjunto de ações socioeducativas, oferecendo uma educação transformadora que visam estimular mudanças sociais na busca pelo resgate da cidadania. Acreditamos que o amor transforma vidas.

 

O público alvo do IPOM constitui-se de crianças e adolescentes na faixa etária entre 7 e 17 anos que se encontram em situação de vulnerabilidade social. Todos os beneficiados pelo IPOM devem estar devidamente matriculados no ensino formal, sendo respectivamente, o ensino fundamental I e II ou ensino médio. A divulgação de vagas para o público alvo é feita através de chamamento na própria Comunidade do Serviluz.

 

No IPOM cada criança e adolescente é incentivada a participar de todos os projetos dentro da organização, acabam fazendo as atividades de maneira simultânea, sua presença deve se dar de maneira integral. Isso acaba por perfazer um ciclo importante de formação e vivência cidadã, estimulando valores para o combate das desigualdades sociais, tais como: o amor ao próximo, a reflexão crítica sobre a realidade social, o respeito ao ecossistema ambiental do qual faz parte, os direitos e deveres da criança e do adolescente, dentre outros temas gerados pelos diálogos realizados nas atividades.

 

A metodologia de ensino do IPOM é baseada numa proposta educativa que reconhece o seu conjunto de práticas formativas como conceitos integrados na relação baseada entre as perspectivas de teoria e prática. Os projetos realizados no IPOM elencam-se por: Arte Produção, Arte Urbana, Educação Ambiental, Educação Física, Surfista Digital (informática), Wide Open Minds (língua estrangeira), Surfe, Capoeira e Grupos Operativos (atendimento psicológico). Os projetos do IPOM são desenvolvidos no contra turno escolar dos beneficiados. Dividimos os sujeitos em 8 grupos, tendo em vista o turno escolar e a faixa-etária dos educandos.

 

O IPOM tem como visão construir um futuro sustentável para crianças e adolescentes, procurando atuar com ética, transparência e amorosidade, tendo foco a construção de uma prática educativa formativa.